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| título: O Gene Egoísta - Richard Dawkins |
| autor: Richard Dawkins |
| gênero: Ciências / Biológicas / Naturais |
| ano de lançamento: 2007 |
| editora: Companhia das Letras |
| Nº de páginas: 544 |
| visitas: 15070 |
Avaliação: |
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» sinopse
O gene egoísta foi publicado em 1976.Se propunha a condensar o enorme corpo teórico já produzido para compreender como espécies surgem e se diversificam, como indivíduos se relacionam e colaboram entre si e a ir além. Richard Dawkins inovou de muitas maneiras.Introduziu uma linguagem informal e metafórica numa área dominada por reflexões densas e fórmulas matemáticas. Subverteu a percepção intuitiva da importância dos organismos e dos grupos: o gene é quem comanda, quem busca perpetuar-se. Os organismos são máquinas de sobrevivência construídas pelos genes, num processo competitivo em busca da máquina mais eficaz. E a influência dos genes não pára aí. Organismos interagem entre si e com o mundo inanimado, e assim alteram seu ambiente e promovem a propagação de genes presentes em outros corpos. Um dos livros mais aclamados da história da divulgação científica, ele não só apresenta a biologia evolutiva de forma acessível, mas acrescenta uma interpretação metafórica que inspirou gerações de biólogos e simpatizantes: somos máquinas de sobrevivência a serviço dos genes. Desde a sua publicação, foi traduzido para mais de 25 idiomas e sucesso de vendas pelo mundo todo. É ainda um livro atual, que continuará a ser referência obrigatória para quem se interessa pela evolução da vida. Esta edição comemorativa dos trinta anos de publicação traz uma nova introdução do autor.
Prólogo
O chimpanzé e os seres humanos compartilham cerca de 99,5 por cento de sua história evolutiva, no
entanto a maioria dos pensadores humanos considera o chimpanzé uma excentricidade malformada e
irrelevante, enquanto se vêem a si próprios como degraus para o Todo-poderoso. Para um evolucionista
isto não pode ocorrer. Não há fundamento objetivo para qual elevar uma espécie acima de outra.
Chimpanzés e seres humanos, lagartixas e fungos, todos evoluímos durante aproximadamente três bilhões
de anos por um processo conhecido como seleção natural. Dentro de cada espécie alguns indivíduos têm
mais descendentes sobreviventes do que outros, de modo que as características herdáveis (genes) daqueles
reprodutivamente bem sucedidos tornam-se mais numerosos na geração seguinte. A seleção natural é isto:
a reprodução diferencial não aleatória dos genes. Ela nos formou e é ela que devemos entender se
quisermos compreender nossas próprias identidades.
Embora a teoria da evolução através da seleção natural de Darwin seja central ao estudo do
comportamento social (especialmente quando unida à genética de Mendel), ela tem sido amplamente
ignorada. Verdadeiras indústrias se desenvolveram nas ciências sociais dedicadas à construção de uma
visão pré-darwiniana e pré-mendeliana do mundo social e psicológico. Mesmo na Biologia o
esquecimento e o abuso da teoria darwiniana têm sido surpreendentes. Sejam quais forem as razões deste
estranho desenvolvimento, há indicações de que ele está terminando. A grande obra de Darwin e de
Mendel tem sido ampliada por um número crescente de pesquisadores, notavelmente R. A. Fisher, W. D.
Hamilton, G. C. Williams e J. Maynard Smith. Agora, pela primeira vez, este importante corpo de teoria
social baseada na seleção natural é apresentado sob forma simples e popular por Richard Dawkins.
Um a um, Dawkins examina os principais temas da nova pesquisa em teoria social: os conceitos de
comportamento altruísta e egoísta, a definição genética de auto-interesse, a evolução do comportamento
agressivo, a teoria do parentesco (as relações entre pais e prole e a evolução dos insetos sociais), a teoria
da proporção entre os sexos, o altruísmo recíproco, o engano e a seleção natural das diferenças sexuais.
Com a confiança oriunda do domínio da teoria subjacente, Dawkins revela a nova pesquisa com estilo e
clareza admiráveis. Educado largamente em Biologia, ele dá ao leitor uma amostra de sua literatura rica e
fascinante. Quando discorda de trabalhos publicados (como o faz ao criticar uma falácia minha), quase
invariavelmente acerta o alvo. Dawkins também se esforça por tornar clara a 1ógica de seus argumentos,
de modo que o leitor, aplicando a lógica fornecida, possa ampliar os argumentos (e até mesmo rivalizar
com o próprio Dawkins). Os próprios argumentos estendem-se em muitas direções. Por exemplo, se
(como Dawkins mantém) o fraude é fundamental à comunicação animal, então deve haver forte seleção
para detectar o engano, e isto, por sua vez, deve selecionar certo grau de engano próprio, tornando
inconscientes alguns fatos e motivos, de modo a não trair – pelos sinais sutis de auto-conhecimento – o
fraude que está sendo praticado. Assim, a idéia convencional de que a seleção natural favorece aqueles
sistemas nervosos que produzem imagens cada vez mais exatas do mundo deve ser uma visão muito
ingênua da evolução mental.
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» download com |
| Nº de páginas: 544 |
| tamanho: 528 kb |
| formato: .Pdf |
| idioma: Português |
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